O ba­ru­lho dos ­cães e das ga­li­nhas cha­mou a aten­ção de ­João Gil­ber­to Car­nei­ro, mo­ra­dor da rua que dá aces­so à ma­ta ci­liar do Rio Ti­ba­gi, no Cen­tro da ci­da­de de mes­mo no­me, na ma­nhã da ter­ça-fei­ra pas­sa­da. ‘‘Vim ­aqui fo­ra pa­ra ver e o bi­cho já ti­nha tre­pa­do na ­árvore’’, des­cre­ve.
  O bi­cho tem apro­xi­ma­da­men­te 1,40 me­tro da cau­da até a ca­be­ça e pe­sa en­tre 25 e 30 qui­los. É ain­da uma jo­vem fê­mea, com no má­xi­mo 2 ­anos de ida­de, mas cha­mou a aten­ção dos mo­ra­do­res du­ran­te ho­ras, afi­nal, não é to­do dia que se vê uma on­ça-par­da tão per­to.
  A Po­lí­cia Am­bien­tal con­se­guiu cap­tu­rá-la no fi­nal da tar­de. A on­ça per­ma­ne­ceu por ho­ras so­bre a ár­vo­re, a apro­xi­ma­da­men­te cin­co me­tros de al­tu­ra, de on­de acom­pa­nha­va cu­rio­sa e aten­ta à mo­vi­men­ta­ção das pes­soas no ter­re­no.
  Os po­li­ciais não con­se­gui­ram efe­tuar o res­ga­te com uma es­ca­da e a on­ça aca­bou pas­san­do de uma ár­vo­re pa­ra ou­tra, tor­nan­do ­mais di­fí­cil a cap­tu­ra. Equi­pe de bió­lo­gos da Usi­na ­Mauá, de Te­lê­ma­co Bor­ba, aju­da­ram na cap­tu­ra.
  A on­ça se­ria le­va­da pa­ra um cria­dou­ro es­pe­cia­li­za­da, on­de re­ce­be­ria aten­di­men­to ve­te­ri­ná­rio, an­tes de ser de­vol­vi­da ao seu ha­bi­tat na­tu­ral.


● É um grande felino, também conhecido como puma, onça-vermelha, jaguaruna, leão-da-montanha


● Prefere áreas florestadas, mas é capaz de viver em ambientes desérticos; o natural é evitar áreas urbanas e rurais

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