Teziutlan, México, 7 (AE-AP) - As equipes de resgate trabalharam hoje febrilmente para chegar às localidades remotas no sul e no centro do México, regiões nas quais as inundações decorrentes de mais de uma semana de chuvas já deixaram pelo menos 124 mortos.
As autoridades nacionais dizem que a cifra de mortos seguramente subirá conforme chegarem informações das cidades que ficaram isoladas. As chuvas provocaram transbordamento dos rios em dez estados em diferentes pontos do país e mais de 157.000 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas.
Em Mixún, uma aldeia nas montanhas setentrionais do estado de Puebla, um deslizamento cobriu 15 casas e uma escola. Dez pessoas escaparam, mas acredita-se que pelo menos 40 ficaram sob a terra, disse Juan Francisco Ponce Salas, um funcionário local.
A escola estava vazia ontem, quando ocorreu o deslizamento, segundo informou Ponce. Outro funcionário local, Luis Francisco Díaz, pediu ajuda. "Precisamos urgentemente de ajuda porque não podemos fazer nada com as mãos. Precisamos de equipes para resgatar as pessoas que estão soterradas", disse à agência de notícias oficial Notimex.
O presidente Ernesto Zedillo, que voltou hoje ao México vindo do Canadá, exortou os militares a aumentar seus esforços para auxiliar as vítimas das inundações e montar abrigos.
No estado de Puebla, ao sudeste do Distrito Federal, foram registradas 70 mortes, disse hoje o governador do estado, Melquíades Morales, num pronunciamento. A maioria das vítimas morreu em decorrência dos deslizamentos de terra em comunidades remotas.

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