Outra ação da inulina percebida na pesquisa foi o emagrecimento de em média 10% do peso corporal nos animais que receberam o açúcar. Os pesquisadores ressaltam que o objetivo do estudo não era esse, mas a perda de peso foi notória, mesmo mantida uma alimentação normal nos camundongos.
  ‘‘A inulina dá o sabor doce esperado, tem propriedades nutritivas, mas não é absorvido como um açúcar ‘normal’’, explica Mariana de Oliveira Mauro. Ela ressalta que a causa para o emagrecimento é principalmente a grande quantidade de fibras. A qualidade nutricional sugere inclusive, segundo o biólogo e professor Rodrigo Juliano Oliveira, que a inulina substitua com vantagens o açúcar produzido a partir da cana, que não tem nutrientes.
  A inulina, segundo eles, já é utilizada como espessante em alguns alimentos emagrecedores na forma de ‘‘shake’’. ‘‘Como é um espessante pode substituir até a gordura, e ainda tem a vantagem de não ter o sabor amargo do adoçante e as calorias das gorduras’’, afirma o biólogo.
  Outra possível utilização do produto, segundo Oliveira, é na forma de suplementos para pacientes com câncer que fazem tratamento com quimioterapia. ‘‘Seria uma forma de diminuir os efeitos colaterais e melhorar a qualidade de vida do paciente’’, aponta.
  Esse açúcar não é produzido no Brasil, e por isso, ainda é um produto caro. ‘‘Na Europa, já é consumido, mas no Brasil é preciso de tecnologia para reduzir o custo de fabricação desse açúcar’’, ressalta Oliveira. (C.P.)

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