As diferenças no nível de escolarização se refletem também na prática de atividade física. Segundo o professor Dartagnan Pinto Guedes, da UEL, há uma tendência de quem tem maior nível de escolaridade de praticar mais atividade física. ''Até pelo nível de informação''.
Na pesquisa encomendada pela FOLHA, os números também mostram essa tendência. Entre os entrevistados com nível superior de escolaridade, 74,5% respondeu que pratica exercícios. O número diminuiu para 47,4% entre os com 2º grau completo, e mais ainda, 32,9%, entre as pessoas com escolaridade até o 1º grau.
No nível superior, em que as profissões demandam atividade intelectual, há maior preocupação de praticar atividades físicas. Por outro lado, nos profissionais menos escolarizados, diminuiu o trabalho braçal, e o tempo ocioso é usado para fazer nada. ''Quanto menos compreensão a pessoa tem do seu ócio, menos tempo ele acha que tem. Aqueles que têm a jornada de trabalho longa são os que mais fazem exercícios porque organizam a sua agenda, enquanto aqueles que trabalham seis horas por dia acham que não tem tempo para se exercitar'', afirma.
Ele lembra que hoje a sociedade valoriza a pessoa que tem boa saúde e até na hora de arrumar emprego isso conta como ponto positivo. Segundo Guedes, diante de currículos parecidos, o setor de Recursos Humanos (RH) de multinacionais já prefere aquele que pratica exercícios. ''Eles são considerados mais organizados e mais motivados a trabalhar em equipe. Já os inseguros e introvertidos, a psicologia informa que tendem mais a ser sedentários'', ensina. (C.P.)

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