Intervenções 'salvaram' unidades de Cambé e Ibiporã
O hospital Cristo Rei, de Ibiporã, completou um ano de intervenção judicial no final de maio. A interferência na gestão foi realizada a pedido do Ministério Público, que investigou desvio de R$ 3 milhões. No ano passado, diretores foram afastados da unidade por conta da situação administrativa e financeira do local.
O interventor Carlos Luis Oporto Castro lembrou que no início deste ano o hospital enfrentou dificuldades com o atraso de repasses dos governos estadual e federal para atendimentos pelo SUS, o que causa problemas na folha de salários e nos pagamentos de fornecedores. Por outro lado, ele afirmou que as metas estabelecidas pelo SUS, que não eram atingidas, passaram a ser cumpridas pelo hospital, o que colabora com a destinação de recursos.
"A avaliação do primeiro ano é positiva. Hoje, temos um projeto para que o hospital seja sustentável a longo prazo. Mas, sempre dependemos dos compromissos firmados pelo Estado e pela União com os hospitais filantrópicos", afirmou.
Em Cambé, a Justiça determinou a intervenção da Santa Casa em outubro de 2012 com o afastamento de diretores do hospital. A promotora Adriana Lino lembrou que o pedido ocorreu em decorrência de um inquérito que apurou a má gestão financeira e administrativa da unidade. Ações civis por improbidade administrativa e peculato foram apresentadas pelo Ministério Público, após as investigações que apontaram para aplicação equivocada de recursos e desvios de verbas. "Outros procedimentos administrativos ainda estão abertos em fase de investigação", acrescentou.
Atualmente, a instituição é administrada por uma interventora junto com duas equipes de conselheiros. Apesar das dificuldades por conta da falta de recursos e atraso nos repasses, a promotora disse que a intervenção foi importante para melhorar a gestão e o atendimento da população. "Mensalmente, o hospital envia à Justiça um relatório sobre a gestão atual, que também é acompanhado pelo MP", comentou. Em Londrina, o Hospital Evangélico também passa por intervenção judicial, determinada em 2006. (R.F.)





