Interrupção do calendário afeta quase 19 mil alunos
Londrina O vestibular da UEL, que geralmente é aplicado entre novembro e dezembro, ainda não tinha data definida. De acordo com Cristina Simon, coordenadora geral da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops), o órgão ainda aguardava as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e de outras universidades paranaenses e paulistas para dar início aos procedimentos. "Nós sempre esperamos os anúncios de outras instituições para que não haja coincidência. Ontem (quinta-feira), já tínhamos a data do Enem e de outras universidades", contou.
Caso o vestibular seja cancelado de forma definitiva, mais de 3 mil alunos deixarão de ingressar no ensino superior no próximo ano. A descontinuidade dos calendários também afeta quase 19 mil alunos, sendo 13.290 graduandos e 5.527 de mestrado, doutorado e especialização. A diretora de comunicação do Sindiprol, Silvia Alapanian, reconheceu os transtornos causados com as medidas, mas apontou o apoio popular. "Entendemos que são ações que podem gerar grandes problemas, mas temos segurança da validade de nossas reivindicações, tanto que os estudantes estão conosco".
Sílvia disse que a assembleia de ontem foi de reorganização. "Já tínhamos acertado que não aceitaríamos nenhum reajuste inferior a 8,17%. Agora vieram com esse 5% para ser pago em duas parcelas em datas indefinidas. É no mínimo uma falta de educação, de percepção", comentou. "Sem repasses, que estão sendo guardados para pagar obras já inauguradas diversas vezes, o Hospital Universitário continua um caos, a cidade está sem teatro, sem o cinema universitário, a orquestra sinfônica não tem onde ensaiar", criticou.
Na quinta-feira passada, o governo anunciou reajuste de 5% ao funcionalismo, encerrou as negociações e advertiu que vai descontar faltas do salários dos professores em greve. "As negociações até agora se resumiram em duas reuniões. Na primeira, disseram que o governo estava estudando nossa pauta. Na segunda, informaram que não tinham nenhuma resposta para dar. Não vão nos intimidar com ameaças", disse a sindicalista. (C.F./Colaborou Equipe Bonde)





