Cuiabá, 19 (AE) - A Polícia Internacional (Interpol) tenta prender em Mato Grosso o taxista Marcos Peralta, acusado de co-autoria no assassinato do juiz Leopodino Marques do Amaral.
O juiz foi autor das denúncias à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário no Senado contra desembargadores do Tribunal de Justiça do Mato Grosso. Peralta, que estaria no Paraguai, é o elo entre o empresário Josino Guimarães, preso há oito dias, pela segunda vez, e a escrevente Beatriz árias Paniágua, que poderá ser solta ainda esta semana.
A Polícia Federal (PF) em Mato Grosso também investiga a ligação entre o empresário, que ainda responde processo por lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, e o traficante carioca Luiz Fernando da Costa, o "Fernandinho Beira-Mar", foragido desde 1997.
Após oito meses da morte de Amaral, com dois tiros na cabeça, em setembro, no Paraguai, o julgamento do crime está previsto para junho. As conclusões do primeiro inquérito, conduzido pelo delegado José Pinto de Luna, da PF, não coincidem com o segundo, aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República em Mato Grosso.
O advogado de Guimarães, Zoroastro Teixeira, um dos mais conceituados criminalistas do Estado, abandonou a defesa do empresário. Nem mesmo entrou com pedido de habeas-corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1.a Região, em Brasília.

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