Paris, 03 (AE-AP) - A Interpol rejeitou hoje (03) um pedido da China de ajuda para prender o líder da proscrita seita Falun Gong, que vive nos Estados Unidos, alegando que não se envolve em problemas de natureza política ou religiosa.
A organização internacional divulgou uma declaração informando Pequim que seus serviços não poderiam ser usados para localizar ou prender Li Hongzhi "pela ausência de qualquer informação sobre crimes comuns que ele tenha cometido".
A Interpol, cuja base fica na cidade francesa de Lyon, informou ter examinado as razões por trás do pedido e concluiu que ele adapta-se a um artigo de sua constituição que "proíbe qualquer intervenção ou atividades de caráter político ou religioso". Também informou que a China, como um Estado soberano, poderia usar outros meios para procurar seu fugitivo.
O governo chinês emitiu uma ordem de prisão internacional contra Li e pediu ajuda da Interpol na semana passada, acusando o líder da Falun Gong de ter organizado as demonstrações em massa para perturbar a ordem pública. O jornal Diário do Povo, ógão do Partido Comunista, também acusou Li de tentar derrubar o regime ao retratar- se como uma reencarnação de Buda.

mockup