Interpol localiza e prende mafioso italiano no Rio
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terça-feira, 06 de maio de 1997
Agência Estado 
RIO - O mafioso italiano Mario Baratta, de 46 anos, foi preso na manhã de ontem por agentes federais da Interpol do Rio de Janeiro. Baratta pertence à Máfia calabresa (Ndrangheta), uma das mais violentas da Itália, e é acusado de assassinato pela justiça de seu país. O mafioso estava sendo procurado desde outubro de 1994 e seu nome consta no livro do Ministério do Interior Italiano, que reúne os 500 homens mais procurados pela Justiça italiana em todo o mundo.
Mario Baratta foi preso em um apartamento em Copacabana, zona sul do Rio, onde vivia com uma brasileira, que não teve o nome divulgado e que está grávida de nove meses. O mafioso tinha carimbos falsificados no passaporte, registrando entradas e saídas do Brasil, com o objetivo de se manter como turista. Segundo o superintendente da Polícia Federal do Rio, Jairo Kullmann, o pedido de extradição chegou há três dias e em apenas 24 horas, depois da chegada de três membros da polícia italiana, as investigações começaram e a polícia chegou ao mafioso. O trabalho foi bem rápido, afirma o superintendente.
A Justiça italiana está esperando a extradição do mafioso para julgá-lo pelo assassinato de Mariano Muglia, que era da mesma máfia de Baratta, mas chefe de um clã adversário. A maioria dos membros do clã de Baratta, conhecido como Perna-Prano, já está presa na Itália.
Pelo registro no passaporte, Mario Baratta está morando no Brasil desde novembro de 93, e no seu mandado de prisão está definido que a polícia deve apreender todos os seu bens e valores encontrados, já que não se sabe com que dinheiro ele está vivendo. Até agora não encontramos nenhum bem em seu nome, disse o superintendente.
Segundo Kullmann, o mafioso deve viver com dinheiro da máfia, já que pelo que foi investigado até agora ele não estava trabalhando e não estava envolvido com com tráfico de drogas ou qualquer outra espécie de atividade. Baratta não deve ter cometido outros crimes no Brasil, pois estava escondido e não queria chamar a atenção da polícia, disse o superintendente da Polícia Federal. O único crime cometido até agora por Baratta foi o de uso de documento falso.
A vida de Baratta vai ser investigada para que haja uma garantia de que ele não estava cometendo outros crimes. Sua extradição será julgada pelo Supremo Tribunal Federal, e pode demorar de seis meses até um ano para que o resultado saia e o mafioso seja extraditado para seu país.


