Brasília, 23 (AE) - A Interpol e a Polícia Federal vão colaborar com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na formulação de uma política nacional de combate ao tráfico de animais silvestres. Hoje, durante reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), formou-se um grupo com integrantes da Interpol, da PF, do Ibama e da organização não-governamental carioca Rede Nacional de Tráfico de Animais Silvestres, entre outros. Eles têm até o dia 29 de outubro para apresentar uma proposta.
De janeiro a agosto deste ano, o Ibama aplicou R$ 96 mil em multas por causa da caça de animais silvestres ou da manutenção em cativeiro dessas espécies. O Rio Grande do Sul foi o Estado campeão nas infrações, somando R$ 52 mil. A lista dos mais multados segue com Goiás (R$ 13,8 mil), Espírito Santo (R$ 7,3 mil), Acre (R$ 6 mil) e Tocantins (R$ 4,2 mil). Em cada Estado há predominância de um determinado tipo de infração. Os caçadores gaúchos levaram o Rio Grande do Sul à posição de campeão em multas e os capixabas também contribuíram para a terceira colocação do Espírito Santo. Já em Goiás, o problema foi a criação em cativeiro.
Araras, periquitos, papagaios, canários, pássaros pretos
curiós e macacos são os alvos prediletos dos infratores, assim como preguiças, cobras, lagartos, tatus, veados e tamamduás. O Ibama apreendeu 4,5 mil animais vivos e 448 abatidos, este ano. A carne é doada a entidades filantrópicas. Das mãos dos caçadores foram retirados ainda 131 armas, 1.178 gaiolas e 48 viveiros. Repressão - A política de repressão ao tráfico de animais silvestres contará com o reforço da arrecadação das multas previstas na regulamentação da Lei de Crimes Ambientais. Pelo decreto, quem caçar animais ameaçados de extinção pode ser multado em R$ 10 mil por espécie. A multa cai para a metade no caso de exportadores de pele de animais silvestres, também ameaçados de extinção.

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