Nova York, 16 (AE) - A polícia de Nova York acionou nesta terça-feira (16) a Interpol (uma rede formada pelas polícias de vários países, incluindo Brasil e Estados Unidos) para prender o brasileiro Márcio Sherer, acusado pelo assassinato do antiquário brasileiro João Sabóia, encontrado morto no quarto que ocupava no Hotel Waldorf-Astoria, no sábado. Sherer estaria no Rio.
Ao viajar para os Estados Unidos, Sabóia partiu sozinho de Belém. Na escala do Rio, encontrou-se com Sherer. Dali, viajaram juntos, com passagens pagas por Sabóia. No hotel, o antiquário apresentou Sherer como seu sobrinho e os dois dividiram o quarto número 2.716, local onde o crime ocorreu.
Segundo o inspetor Peterman, chefe das investigações, Sherer foi a única pessoa, além de Sabóia, a entrar no quarto - ele aparece nas fitas gravadas pelas câmaras de segurança do hotel.
Sherer viajou para o Brasil no sábado, pouco depois de o corpo de Sabóia ter sido descoberto. Cerca de US$ 70 mil que o antiquário tinha desapareceram do quarto.
Sabóia era solteiro e vivia com a mãe, Solange, no Bairro do Comércio, em Belém, onde era dono de um antiquário. Segundo parentes, ele costumava viajar todo mês aos Estados Unidos, para jogar no Cassino Taj Mahal, seu favorito, em Atlantic City, 200 quilômetros ao Sul de Nova York.
Alerta - O antiquário foi visto pela última vez na sexta-feira
entrando no hotel. O crime foi descoberto às 17h30 de sábado, pela segurança do hotel, alertada por amigos que foram a seu quarto buscá-lo para assistir à luta de boxe entre Evander Holyfield e Lennox Lewis.
A polícia foi chamada. Investigadores da delegacia de Midtown realizaram perícia no quarto, recolheram impressões digitais e lacraram o quatro. O consulado brasileiro foi notificado.

mockup