Internet dominará varejo e imporá lazer nos shoppings
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quinta-feira, 26 de agosto de 1999
Por Marcia Furlan 
São Paulo, 27 (AE) - Um lugar agradável, com iluminação natural, muito verde, decorações utilizando água e diversas opções culturais e de entretenimento. Este é o cenário dos shopping centers do século 21, previsto por especialistas do mercado imobiliário e que começarão a sair do papel nos próximos anos.
"Aqueles caixotes fechados, com ar-condicionado, luz fria e milhares de lojas são completamente obsoletos", afirma Sandro Pincherle, diretor executivo de Datamarketing da vice-presidência de Comercialização e Marketing do Secovi-SP.
Ele argumenta que o varejo será substituído em poucos anos pela Internet e os shoppings deverão oferecer produtos especiais, não disponíveis em outros lugares ou apresentados de forma diferente. Além disso, os locais devem possuir área de alimentação diversificada e ampla e explorar as opções de divertimento.
Os projetos, que começam a ser desenvolvidos nos Estados Unidos, prevêem uma área de entretenimento com cassinos, complexo cinematográfico de até 30 salas, além de exibições em terceira dimensão e tela gigante, casas de show com jantar e atrações educacionais (museus, aquários), focando a diversão familiar. Devem haver também teatros para exibições de musicais da Broadway, que já estão sendo franqueados em mais de 20 países.
Paralelamente a estes shoppings futuristas, começam a se difundir os chamados shoppings temáticos, de proporções menores, destinados a reunir apenas lojas de produtos similares, como por exemplo lojas de grifes mais refinadas. Estes também devem misturar comércio com entretenimento em projetos arquitetônicos diferenciados.


