Nova York, 09 (AE-ANSA) - A rede mundial de computadores
a Internet, parece destinada a abrir um novo fosso, cada vez mais profundo, entre as classes sociais norte-americanas, onde os brancos ricos novamente têm a vantagem. O acesso à rede virtual é aparentemente fácil, porém, não está contribuindo para distribuir a riqueza e o conhecimento em toda a população por igual, revela uma pesquisa do governo dos Estados Unidos. Dessa forma, a Internet corre o risco de contribuir para perpetuar as tradicionais divisões na sociedade norte-americana, convertendo-se numa "nova arma" para os brancos ricos. De acordo com os estudos realizados, o nível de renda, a raça e a localização geográfica são fatores fundamentais para determinar a conexão das casas norte-americanas para a Internet. O informe, divulgado simultaneamente com a viagem do presidente Bill Clinton as zonas mais pobres do país, mostra que os negros e outras minorias estão cada vez mais distantes em relação aqueles que têm acesso às novas tecnologias. A chamada "barreira digital" separa ainda mais o segmento da sociedade norte-americana cada vez mais dedicado ao uso de novas tecnologias daquele que ainda está distante das mesmas. Nos últimos quatro anos, o número de proprietários de computadores pessoais duplicou. Entretanto, no último ano, a quantidade de conexões à Internet aumentou em 40%. Atualmente, considera-se que uma em cada quatro casas está conectada à Internet, porém, a distribuição das conexões não é uniforme. Os pesquisadores observaram que os negros e os latinos que vivem em áreas pouco urbanizadas constituem as categorias mais desfavorecidas. As famílias que contam com uma renda anual superior a US$ 75 mil desfrutam de uma probabilidade 20 vezes maior de acessar a Internet que aquelas de classes sociais menos favorecidas. No entanto, houve uma redução da barreira entre os diversos grupos étnicos se for considerada exclusivamente a faixa de renda que supera o patamar de US$ 75 mil. A pesquisa baseia-se na análise de comportamento de 48 mil grupos familiares e revela as dificuldades que ainda sofrem as áreas mais isoladas dos Estados Unidos. São justamente essas zonas que não podem acessar as conexões com a mesma qualidade das áreas urbanizadas - ainda as mais beneficiadas pelo uso das comunicações eletrônicas.

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