International quer conquistar 10% do mercado de caminhões
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terça-feira, 22 de junho de 1999
Por Sérgio Bueno 
Porto Alegre, 23 (AE) - A International do Brasil pretende conquistar, em cinco anos, 10% do mercado nacional de caminhões médios e pesados com uma produção anual ao redor de 5 mil unidades. Operando desde setembro do ano passado junto às instalações da Agrale, em Caxias do Sul (RS), a empresa fabrica atualmente três caminhões por dia e estima um faturamento de R$ 80 milhões no acumulado de 1999.
Segundo o diretor de Vendas e Marketing da empresa, José Vital Nogueira, a International já vendeu cerca de 350 veículos no País. São três modelos, em versões que variam de 16, 24 a 45 toneladas de peso bruto total destinados, por enquanto, apenas ao mercado interno. As exportações deverão iniciar ainda este ano para os países do Mercosul, mas deverão ser reforçadas somente a partir de 2000, explicou o executivo.
Nogueira informou que até o final do ano a companhia vai transferir dos Estados Unidos para Caxias a produção do modelo 9800, também de 45 toneladas, com cabine avançada ("cara chata"). Com isso, o Brasil será a única base de produção deste tipo de caminhão, que tem grande aceitação no mercado internacional, disse. "A áfrica do Sul compra 600 unidades por ano", exemplificou.
Desde o início da montagem do projeto no Rio Grande do Sul, em 1997, a International já investiu US$ 50 milhões. Este ano estão previstos mais US$ 25 milhões, incluindo a transferência da linha de cabine avançada para o Estado.
Hoje a empresa inaugurou sua oitava concessionária no País, em Porto Alegre, com a participação do seu diretor mundial
Dennis Webb. Até agora ela já está presente no Mato Grosso, Pará, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Sexta-feira será inaugurada a loja de Fortaleza e até o final do ano serão 20 pontos de revenda e assistência em todo o País, incluindo São Paulo, Campinas, Recife e Curitiba.
O diretor da International explicou ainda que até o final deste ano a companhia vai aumentar dos atuais 30% para 60% o índice de nacionalização dos componentes utilizados na fabricação dos seus caminhões. Os dois principais itens neste processo são os motores e as cabines.
Os motores médios, de 160 a 300 cavalos, conforme Nogueira, começarão a ser fornecidos pela Maxion-International, constituída em fevereiro passado quando a fabricante de caminhões comprou 50% da Maxion Motores. Os pesados, importados da Cummins dos Estados Unidos, também deverão começar a ser produzidos pela subsidiária da fornecedora no Brasil.
Em relação às cabines, a empresa ainda está negociando com potenciais fornecedores de cabines no Brasil, disse Nogueira. Quando o índice de nacionalização chegar aos 60%, a International poderá utilizar-se das linhas da Finame para vender seus produtos. Atualmente a empresa opera via consórcio, com antecipação de entrega dos bens, e linhas de leasing em convênio com bancos privados.


