Internação em macas aumenta riscos
A falta de investimentos em mais leitos de pronto-socorro e UTIs resulta na conhecida situação em que macas do Siate e Samu são retidas pelos hospitais. Um problema que, de acordo com o diretor geral do Hospital Evangélico, Luiz Koury, não pode ser resolvido com a simples aquisição de mais macas por parte dos hospitais. Não é nossa obrigação ter macas em quantidade suficiente para internar pacientes. O hospital só precisa de maca para transportar pacientes internamente, defendeu-se.
Segundo Koury, a internação de pacientes em macas obriga, inclusive, o hospital a descumprir portaria do Ministério da Saúde que estabelece a distância mínima entre leitos, aumentando riscos de infecção e piorando a qualidade da assistência.
Outro problema, segundo ele, é que enquanto o paciente se encontra na sala de emergência aguardando leito em UTI, embora receba os mesmos cuidados intensivos, o hospital não é remunerado pela assistência diferenciada. Recebemos a remuneração de atendimento em enfermaria, como se médico e hospital fossem culpados pelo fato do paciente não estar, efetivamente, em um leito de UTI. Tratamos o paciente e somos penalizados duas vezes por isso: com a superlotação da instituição e com a baixa remuneração.
Koury lembrou que o hospital, que hoje conta com 12 leitos de UTI adulto pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tem projeto para implantar mais dez leitos de UTI adulto e espaço para mais 14 leitos na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI), mas não há recurso. O hospital tem obras de ampliação, nos 8º e 9º andares, paradas há 25 anos. (S.L.)





