Interfet quer que ONU preencha vazio administrativo no Timor
Díli, 07 (AE-AP) - A Força Internacional de Paz da ONU para Timor Leste (Interfet) pediu hoje (07) que o Conselho de Segurança da organização adote com urgência medidas para preencher o atual vazio administrativo no território.
A solicitação foi feita no primeiro relatório enviado pela Internet à ONU, no qual os dirigentes da missão de paz fazem referência ao perigo representado pelas milícias pró-Indonésia e mencionam a emboscada que elas armaram contra a Interfet na quarta- feira.
Nesse confronto, perto da fronteira com Timor Oeste, dois milicianos foram mortos e dois soldados australianos ficaram feridos.
Aumenta o temor de novos enfrentamentos porque as milícias, armadas pelo Exército Indonésio, se estão concentrando em Timor Oeste , a parte ocidental e indonésia da Ilha de Timor, e ameaçam atacar as forças de paz.
No início da semana o secretário-geral da ONU, Kofo Annan, encaminhou ao Conselho de Segurança um plano para a condução da independência de Timor Leste num prazo de dois a três anos e pediu que sejam enviadas para a região até dezembro uma força de paz da organização integrada por pelo menos 9 mil "capacetes azuis" - parte dos quais poderia vir da própria Interfet, que é liderada pela Austrália.
Ex-colônia portuguesa, Timor Leste foi invadida pela Indonésia em 1975 e anexada no ano seguinte. A independência do território foi aprovada por 78,5% dos timorenses em plebiscito realizado no dia 30 de agosto. O resultado não é aceito pelas milícias, favoráveis à manutenção do domínio indonésio, as quais incendiaram povoados e massacraram milhares de pessoas. Essa campanha de terror provocou a fuga de centenas de milhares de timorenses para a parte ocidental da ilha.





