Interditado aeroporto de Cianorte
Vânia Moreira
De Umuarama
O Departamento de Aviação Civil (DAC) interditou o aeroporto de Cianorte (87 km a nordeste de Umuarama) por falta de manutenção e segurança. Localizado entre um bairro residencial e propriedades rurais, o aeroporto não tem cerca de isolamento. Moradores passam toda hora pela pista, a pé ou de bicicleta. Também é comum a presença de bois e cavalos que escapam das chácaras próximas. Além do trânsito de pessoas e animais, o asfalto da pista está cheio de buracos e pedras soltas que podem provocar acidentes. Em alguns trechos, já existe até mato crescendo nas rachaduras.
Técnicos do Serviço Regional de Avião Civil (Serac), de Porto Alegre (RS), fizeram uma vistoria no dia 13 de setembro e decidiram suspender imediatamente os pousos e decolagens. O secretário de Desenvolvimento Municipal, Emanuel Maia de Souza, disse ontem que a prefeitura está aguardando instruções do DAC para executar as obras necessárias.
Sabemos o que tem de ser feito, mas não temos as especificações técnicas, explicou o secretário. Além do recapeamento e pintura da pista, o DAC exige cerca em todo o perímetro do aeroporto e a limpeza da área de escape, aproximadamente 40 metros em cada lado da pista, para pousos de emergência. A área está tomada pelo mato.
Segundo o funcionário da prefeitura que mora no local, José Hereck Miranda, ocorriam por mês cerca de 20 a 30 pousos e decolagens no aeroporto. A cidade é um dos maiores pólos de confeçcões do Paraná, mas poucos empresários usam o transporte aéreo. Existem apenas duas aeronaves no hangar, ambas pertencentes ao empresário Mário Roberto Hohl, dono de uma fábrica de baterias. Hohl disse que usa os aviões para fechar alguns negócios e visitar fazendas em Mato Grosso do Sul. Mas os aviões agora não podem sair do hangar, estamos viajando de carro, disse.
Secretários de Estado e outras autoridades do governo são os principais usuários do aeroporto. Para visitar Cianorte ou outros municípios da região, terão de pousar em Campo Mourão, Maringá ou Umuarama. Segundo Emanuel Souza, o prefeito Flávio Vieira (PFL) está mantendo contatos com a Secretaria dos Transportes em Curitiba para tentar obter verbas e deixar o aeroporto em condições de operar. A prefeitura teria um prazo de seis meses para melhorar as condições de uso e segurança, caso contrário o aeroporto poderá ser desativado.





