São Paulo, 13 (AE) - O trânsito esteve caótico hoje para quem vinha da zona leste para o centro da capital paulista. Tudo por causa da interdição de duas faixas do Viaduto Alcântara Machado. As obras estão sendo realizadas para recuperação da estrutura, abalada após um incêndio, no sábado. O fogo destruiu barracos que ficavam sob o viaduto. Os reparos podem demorar seis meses, mas, segundo a assessoria de Imprensa da Secretaria de Vias Públicas, o período de interdição pode ser menor. Na próxima semana os técnicos devem definir por quanto tempo, exatamente, as faixas do viaduto estarão bloqueadas no sentido bairro-centro.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a via mais afetada foi a Radial Leste. O tráfego parou até a altura da Avenida Aricanduva. Quem vinha pela Radial tinha de passar obrigatoriamente pelo viaduto. Houve lentidão também na Avenida Francisco Matarazzo, Minhocão e Ligação Leste-Oeste. Por causa da interdição, os motoristas desviaram pelas ruas Piratininga, da Mooca, Borges de Figueiredo, Guaratinguetá e João Antônio de Oliveira - que também ficaram congestionadas. Apesar disso, o pico de lentidão na manhã de hoje - uma quarta-feira atípica por causa do feriado - foi de 63 quilômetros, às 8h30, um índice um pouco acima das médias de segunda-feira.
Até as 9 horas, as quatro faixas do viaduto no sentido centro-bairro estiveram totalmente interditadas, enquanto no sentido oposto só podiam circular veículos de passeio. Após esse horário, as duas faixas da esquerda foram liberadas e só aí o trânsito começou a melhorar. No fim da tarde, a situação novamente se complicou. "Complicação" - Pela manhã, o comerciante Ivanildo Ferro, que vinha de Diadema, levou uma hora e meia para chegar até a Rua Barão de Jaguará, no Cambuci, trajeto que costuma percorrer em 15 minutos. "A Avenida do Estado estava realmente complicada", lamentou ele, que ia para São Miguel Paulista.
Foi só chegar de Ubatuba, onde passou o feriado com dois amigos, para o DJ Neto Santos ficar estressado. "Peguei trânsito de uma hora e meia; está horrível". Já a estudante Karen Lenk, que ia do Campo Belo para o Tatuapé, demorou 30 minutos até chegar à região do viaduto.
No fim da tarde, houve a inversão: as faixas que de manhã funcionaram no sentido centro passaram a atender veículos que iam na direção oposta. O chefe de Operações Urbanas José Eduardo de Assis Lefevre, da Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb) admitiu que a prefeitura não tem planos para construção de vias expressas que liguem o centro à zona leste. "Seria necessário investir muito", disse. "Para melhorar o acesso é importante construir corredores para ônibus, investir em linhas de trilhos e diminuir as viagens para o centro, oferecendo empregos na zona leste". (Colaborou Gláucia Leal)

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