É preciso atenção também à interação entre medicamentos fitoterápicos e alopáticos. ''Há a cultura de que se o fitoterápico não faz bem, mal não faz e não é bem assim. O grande problema é a automedicação'', alerta a farmacêutica bioquímica Maristela Lelis Dias, professora do curso de farmácia da Unifil, em Londrina.

O risco de interação é maior, ensina Maristela, quando a pessoa faz uso de medicamento de uso contínuo, para tratamento de doenças crônicas. ''Eles são usados principalmente por idosos, que assim como crianças e grávidas, exigem mais cuidado na administração de medicamentos'', afirma.

O fitoterápico, ressalta ela, deve ser utilizado somente com prescrição médica, nos horários e dose certos e no número de vezes indicado e é recomendável informar o médico que o indica se há uso de outro medicamento. ''Todos os medicamentos, sem exceção, incluindo os fitoterápicos, tem os efeitos terapêuticos e os indesejados. O uso inadequado pode causar a ineficácia, reações adversas e interações'', alerta.

Maristela também chama a atenção para a compra de medicamentos onde se sabe sua procedência. ''A presença da bula é importante porque nela consta o princípio ativo, o modo de administração e as interações entre outros medicamentos. É uma segurança para usar um produto, mesmo que natural'', diz. (C.P.)

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