Intelig lança ofensiva para ganhar mercado da Embratel
prevê Barreira. Competição - O presidente da empresa, Fernando Terni, já anunciou que pretende garantir pelo menos 20% das ligações de longa distância nacional e internacional no Brasil. No ano passado, o mercado de chamadas interurbanas foi de 35 bilhões de minutos e o de ligações internacionais, de 2 bilhões de minutos. A Embratel, porém, já deixou claro que está alerta à competição. Acaba de criar um departamento de novos negócios, liderado por Elisabete Couto, e outro para oferecer serviços de Internet ao mercado empresarial. A operadora está investindo também na oferta de sua rede de fibra ótica (backbone, um mercado disputado por empresas, como a Telefônica, MetroRed e Netstream. Anunciou hoje, durante a Americas Telecom, um acordo com a empresa paulista de telefonia móvel BCP que vai se utilizar da rede para a comunicação entre os seus 1 milhão de usuários. Hoje a transmissão de voz da BCP é feita por microondas e ligas metálicas. Agora será feita por meio dos cabos de fibra ótica. "A capacidade de transmissão pela rede da BCP vai subir de 2 megabits por segundo para 155 megabits com a transmissão por fibra ótica", explica Marcos Jannuzzi, diretor da Embratel. Na prática, a rede garante ao cliente da empresa mais rapidez para completar a ligação e a possibilidade de acessar a Internet quando os novos telefones adaptados à nova tecnologia chegarem ao País no segundo semestre. Para não ficar atrás, a Intelig também começou a construir a sua rede de fibra ótica. Na terça-feira anunciou a construção de seu backbone, um investimento de R$ 22 milhões, para oferecer capacidade de transmissão ao mercado corporativo e provedores de internet.Por Carla Jimenez Rio, 13 (AE) - A operadora de longa distância Intelig está dando início a uma agressiva campanha de marketing para roubar o mercado da sua concorrente, a Embratel. A empresa começou na semana passada um trabalho de telemarketing entre os moradores de São Paulo e do Rio de Janeiro para anunciar descontos que variam de 2% a 10% para os usuários que fizerem ligações interurbanas ou internacionais com o código 23. A empresa contratou um instituto especializado que mapeou o tráfego de ligações bairro por bairro nas duas capitais. Nos próximos meses, pretende oferecer tarifas até 23% mais baratas que a concorrente para esse público. A Intelig está focando também o mercado corporativo. Colocou uma equipe de 100 representantes de vendas na rua para oferecer pacotes de minutos de chamadas. Até março, a Intelig, que entrou em operação no dia 23 de janeiro, havia concentrado seus esforços em divulgar a marca por meio de campanhas publicitárias na televisão e em jornais e revistas. "Com essa estratégia já conseguimos somar 3,8 milhões de clientes", diz Guilherme Barreira, diretor de vendas para o mercado consumidor da Intelig. O preço competitivo em relação à concorrente também ajudou a atingir essa marca: a empresa estreou com descontos entre 15% e 20% no custo das chamadas. A nova campanha de vendas, que consumiu um investimento de R$ 5 milhões, deve garantir um acréscimo de 20% em sua base de usuários nos próximos dois meses





