Integristas degolam 29 pessoas na Argélia
Argel, 15 (AE-ANSA) - Na mais grave explosão de violência desde que o presidente Abdelaziz Bouteflika assumiu o poder há cinco meses prometendo pacificar o país, integristas muçulmanos degolaram hoje (15) 29 pessoas e feriram outras três em Beni Ounif - 800 quilômetros ao sul da capital.
Segundo o Ministério do Interior argelino, um número indeterminado de "terroristas", provavelmente integrantes do Grupo Islâmico Armado (GIA), invadiu a aldeia e massacrou parte de seus habitantes.
O número de vítimas dos extremistas muçulmanos - membros do GIA ou do Grupo Salafista de Oração e Combate (GSPC) - nas duas últimas semanas eleva-se a 50 - entre os quais 18 soldados.
Segundo observadores políticos, a nova onda de violência no país indica que os fundamentalistas rechaçaram a oferta de paz do presidente Bouteflika.
Ele convocou um referendo para 16 de setembro no qual os argelinos deverão se pronunciar sobre sua estratégia de paz. Basicamente, Bouteflika propõe uma anistia a todos os extremistas não envolvidos em "crimes de sangue".
Desde o agravamento da crise argelina em 1992 - quando os militares anularam eleições ganhas pelos fundamentalistas muçulmanos -, mais de 100 mil pessoas foram mortas.





