Integrantes do PCC são presos no Paraguai
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sexta-feira, 28 de julho de 2006
Das agências 
Rio- Três supostos membros da facção criminosa PCC foram presos ontem na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil. Junto com eles, foi capturado também o traficante brasileiro Marcelo Leandro da Silva, o Marcelinho Niterói que, segundo a polícia, representaria Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, atualmente preso na penitenciária federal de Catanduvas, no país vizinho.
Os suspeitos de integrarem o grupo paulista foram identificados como Paulo Enrique Basílio, Saulo de Oliveira e Rodrigo Fernández de Alencar. Estavam armados com três pistolas e seguiam em direção a Capitán Bado, outra cidade fronteiriça com o Brasil. Oliveira responde a processo criminal por tráfico de drogas.
Segundo o diretor de Operações Anti-Narcóticas da Secretaria Nacional Anti-Drogas do Paraguai, Luís Rojas, os três fariam parte do PCC, mas não foi divulgada que tipo de relação eles têm com a facção. Foram levados para a Assunção e deverão ser extraditados para o Brasil.
As prisões reforçam a suspeita da atuação do PCC em território paraguaio. A Folha de S.Paulo publicou na terça-feira que membros da facção paulista, que teriam dívidas com o grupo, estariam trabalhando na fronteira com o Paraguai como pistoleiros como forma de conseguir dinheiro e quitar débitos com o PCC.
A suspeita da polícia paraguaia é que o PCC esteja operando conjuntamente com a quadrilha de Fernandinho Beira-Mar. Marcelinho Niterói é oriundo da favela Beira-Mar, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), assim como Saulo de Oliveira. Estava com documentação legal no país vizinho.
A possível ligação do PCC com Beira-Mar seria feita por intermédio do traficante Leomar de Oliveira Barbosa, o Leozinho da Vila Ipiranga, que esteve preso no interior paulista.
Catanduvas São Paulo- Os governos de nove Estados já solicitaram ao Ministério da Justiça vagas na recém-inaugurada penitenciária federal de Catanduvas. A unidade foi inaugurada em 23 de junho e tem 208 vagas. O ministério não informa quais Estados pediram as vagas, alegando questões de segurança, mas afirma que São Paulo não pediu para transferir nenhum preso.


