Integrantes do MST pressionam TCU
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sexta-feira, 17 de novembro de 2006
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os cerca de 600 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) acampados em frente à sede da Superintendência Regional do Incra, em Curitiba, fizeram caminhada por cerca de 500 metros até a sede do Tribunal de Contas da União (TCU). O grupo cobrou a revisão da decisão que culminou com a suspensão dos convênios entre o Incra e duas cooperativas, que previam repasse de recursos para assistência técnica rural dos assentamentos existentes no Estado. Representantes do TCU afirmaram que o processo já se encontra em instância superior, no TCU de Brasília, para parecer do relator.
Segundo Diorlei dos Santos, coordenador dos assentamentos no Paraná, a suspensão dos convênios prejudicou 13 mil famílias de 179 assentamentos em 100 municípios do Estado, que ficaram sem assistência exatamente no período de plantio da safra 2006-2007. ''Foi um caos, essas famílias tiveram prejuízos'', disse.
De acordo com o secretário de Controle Externo do TCU, Rafael Blanco Muniz, os convênios suspensos repassaram R$ 5 milhões no ano passado e este ano deveriam entregar mais R$ 7 milhões, o que acabou não acontecendo.
Muniz afirmou que os procuradores encontraram problemas técnicos nos processos, como ausência de prestação de contas e de licitação, que deveriam ter sido feitas pelas duas cooperativas, a Central de Assistência Comunitária do Assentamento Ireno Alves dos Santos, e a Cooperativa de Trabalhadores na Reforma Agrária (Cotrara), que assinaram os convênios com o Incra.


