Integrantes do MST ocupam agência do BB
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terça-feira, 23 de agosto de 2011
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 
Londrina - Assim como em outras cidades do Estado e do País, cerca de 300 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se reuniram ontem pela manhã em Londrina, em um ato que teve início na Concha Acústica, no centro. Depois, o grupo ocupou uma agência do Banco do Brasil, na Avenida Rio de Janeiro, paralisou as atividades durante uma hora ao evitar a entrada de clientes, mas não houve tumulto. O ato terminou à tarde, no Calçadão.
A manifestação ocorreu em todo o território nacional, para pressionar o governo sobre uma série de medidas, entre elas, disposição de linhas de crédito aos assentados, acesso à saúde básica e educação. Além disso, principalmente a reivindicação por terras para cerca de 60 mil famílias acampadas hoje no país.
''Só no Paraná, são mais de 20 mil famílias aguardando uma solução, além de seis mil pessoas acampadas. Estamos aqui para cobrar'', diz Ângela Pascoal, uma das coordenadoras do MST-PR. No Estado, as manifestações começaram na segunda-feira em Ortigueira e Cruzeiro do Oeste, prosseguiram ontem em Curitiba, Londrina e Maringá e serão concluídas hoje com atos novamente na Capital, em frente ao Incra, em Laranjeiras do Sul e Francisco Beltrão.
Atualmente, a maior ocupação no Estado está concentrada em Faxinal (Norte do Estado), com 520 integrantes. Durante a marcha, estiveram reunidos representantes de assentamentos de Tibagi, Ortigueira, Faxinal, Londrina, Arapongas, Florestópolis, Centenário do Sul e Porecatu.
Os manifestantes locais ficaram em frente à agência bancária até o final de uma reunião com representantes do movimento e ministros do governo, em Brasília. Segundo o superintendente do Banco do Brasil em Londrina, Flavio Mazzaro, não houve nenhuma reivindicação exclusivamente local. ''Eles elegeram a agência apenas para dar visibilidade ao movimento. Não houve nenhum contratempo'', afirmou.
No País
Em Brasília, os manifestantes do MST entraram no prédio do Ministério da Fazenda, dificultando o acesso de funcionários. De acordo com a assessoria do órgão, três entradas foram bloqueadas.


