São Paulo, 24 (AE) - Seis integrantes da máfia coreana Gundar, acusados de atuar em São Paulo, foram condenados a dez anos de prisão, cada um, por crimes de formação de quadrilha armada e dupla tentativa de homicídio qualificado. Todos são primários, no Brasil. O julgamento, no 1º Tribunal do Júri da Capital, acabou na madrugada de hoje, após três dias consecutivos. Foram condenados Byong Deok Cho, Myung Sookim, Tae Yong Han, Go Eum Park, Hyun Sung Kim e Yong Ki Hyun, presos desde junho de 1997. O promotor de Justiça Edilson Mougenot Bonfim, que sustentou a acusação, remeteu peças do processo à promotoria que atua contra o crime organizado. A quadrilha é acusada de extorquir a colônia coreana, principalmente no bairro da Liberdade.
Segundo a denúncia, a disputa pelo poder motivou o tiroteio ocorrido no dia 19 de junho de 97, no restaurante e karaokê Eue, no Cambuci. No local morreram Byun Jung Ill e Kim Hyun Go. A autoria dos crimes não foi descoberta. Na saída do restaurante, os seis acusados atiraram contra um sargento e um cabo da Polícia Militar que lhes deu voz de prisão.

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