Nova Délhi, 22 (AE-ANSA) - A Rashtriya Swayamsevak Sang, a mais poderosa organização integralista índia, pediu hoje (22) ao governo de Nova Délhi que use a bomba atômica contra o Paquistão, país com o qual trava há mais de um mês uma guerra não declarada na disputada região de Caxemira.
Entretanto, o porta-voz do Ministério do Exterior da Índia, Raminder Singh Jassal, assegurou que seu país só atacará território paquistanês "com base no supremo interesse de nossa segurança nacional".
Círculos militares e um grande número de políticos índios apóiam um ataque contra a parte paquistanesa da "linha de controle", que há 27 anos define a fronteira entre os dois países na região de Caxemira.
Para os que incentivam esses ataques, as forças da Índia não poderão fazer retroceder os mais de três mil homens que penetraram em território índio até que sejam bombardeadas as bases que fornecem a eles armas e alimentos, que se encontram no Paquistão.
Por seu lado, a Rashtriya Swayamsevak Sang (RSS, organização de voluntários nacionais) pediu a Nova Délhi que use todos os meios disponíveis, incluindo a bomba atômica, para "dar uma lição ao Paquistão".
"Depois de tudo, para que fabricamos a bomba? Só pela satisfação de um experimento bem-sucedido?" escreveu o diário da RSS, Panchajanya.
A RSS tem muito influência no principal partido da coalizão governista, o Partido Bharatiya Janata (BJP, partido do povo índio), e muitos integrantes do governo, inclusive o premier Atal Bihari Vajpayee, pertencem a esta organização.

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