Integração Nacional faz mapeamento de áreas
Brasília - De acordo com o Ministério da Integração Nacional, no momento, o órgão conduz o mapeamento de áreas de risco de deslizamento e inundação em 821 municípios brasileiros, por intermédio do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). "Esses foram objeto do trabalho de setorização de áreas de risco pelo serviço geológico brasileiro (CPRM). Para a condução desse trabalho o Cenad contratou, na primeira rodada de licitações, o mapeamento de 68 municípios. No Paraná, já foram mapeados os municípios de Rio Branco do Sul, Almirante Tamandaré, Antonina e São José dos Pinhais", informa a nota enviada pela assessoria de imprensa.
Ainda conforme a nota, também já foi publicado o edital de licitação para contratação da segunda série de mapeamento em mais 133 municípios, com abertura prevista para 1º de outubro. Nessa segunda rodada, o ministério garante que serão contratados os serviços nos seguintes municípios paranaenses: Capitão Leônidas Marques, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Pinhais, São Miguel do Iguaçu, Umuarama e União da Vitória. O objetivo é que até o fim de 2014 todos os 821 municípios possuam o mapeamento de riscos, cujo investimento do projeto é de cerca de R$ 106 milhões.
Para Norberto Ramon, diretor de planejamento e controle do uso das águas do Instituto das Águas do Paraná, o ideal é que os equipamentos de monitoramento fossem substituídos com certa frequência, mas o orçamento público não acompanha esta necessidade. "Fazemos monitoramento desde 1996, porém, as estações ficaram obsoletas", revela.
Ramon comemora, portanto, o fato do Banco Mundial subsidiar a compra de 24 estações hidrometeorológicas para a Agência Nacional das Águas (ANA), outras 100 para o Instituto e mais 15 estações meteorológicas para o Instituto Tecnológico Simepar. No total, 22 estações já foram instaladas até o momento. "Serão 124 até o final de 2013", garante.
A modernização da estrutura, conforme Ramon, permitirá o funcionamento e integração com a sala de situação e monitoramento. "Cada órgão irá alimentar com várias informações. Teremos dados precisos dos níveis dos rios, quantidade de chuva que cai. Assim, poderemos monitorar e dar avisos de possíveis inundações e tirar as pessoas antes que a água atinja suas residências", diz, complementado que, ao mesmo tempo, serão construídas barras de contenção, locais para armazenagem de água que retarda o pico das inundações. Estas e outras medidas serão discutidas no 20º Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, que vai reunir mais de 3 mil pesquisadores em novembro em Bento Gonçalves (RS). (M.T.)





