São Paulo, 12 (AE) - A desvalorização cambial já está trazendo aumentos para as cadeias produtoras de itens para limpeza e de acessórios utilizados por empresas prestadoras de serviço na área. Por conta da matéria-prima mais cara, a cera aumentou até 70% e os preços dos aspiradores já subiram 8% em janeiro.
No caso do alumínio fundido, importante insumo para indústria de eletromecânicos, a alta no mês passado atingiu 11%. Os números são de pesquisa da Associação Brasileira do Mercado Institucional de Limpeza (Abralimp), entidade que reúne distribuidores, fabricantes e usuários de produtos de limpeza para uso não doméstico.
"É impossível não repassar os aumento", diz o presidente da Abralimp, Luiz Carlos Estaulb. Segundo ele, os diferentes elos da cadeia estão tentando negociar a redução dos reajustes - até agora sem sucesso.
Para tentar reduzir o impacto do dólar caro nos custos, fabricantes de produtos de limpeza já estão começando a testar a utilização de matérias-primas nacionais no lugar dos insumos estrangeiros, diz Estaub. Entre os candidatos à substituição estão os polímeros acrílicos utilizados na composição de ceras. "A troca é vantajosa sempre que a cotação do dólar for superior a R$ 1,50", explica.
Nem sempre, porém, é possível recorrer a produtos fabricados no País. Segundo o presidente da entidade, não há, por exemplo, similares nacionais para o ácido sulfônico, item utilizado na fabricação de detergente, com alta de até 59% em janeiro.

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