Londrina - Lúcia Cortez, chefe do Núcleo Regional de Educação de Londrina (NRE), explica que o objetivo da mudança é diminuir o número de alunos que desistem de cursar o Ensino para Jovens e Adultos (EJA). "Existe um estudo em que (foi constatado que) a maior desistência é na modalidade individual. A proposta é que esses alunos vão para os Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (Ceebjas), que são escolas maiores, com turmas maiores. Isso irá fortalecer o grupo. Eles se sentirão pertencentes", afirma.
De acordo com Lúcia, os alunos procuram bastante essa modalidade e não deve haver desistências mesmo que tenham que ir para unidades mais distantes de casa ou do trabalho. Segundo a página do NRE, em Londrina há dois Ceebjas, um na Rua Benjamin Constant (centro) e outro no Jardim Itamaraty (zona oeste).
Lúcia acrescenta que as mudanças vêm sendo estudadas há algum tempo e têm por objetivo melhorar o ensino de jovens e adultos. Ela garante também que mesmo os alunos que não têm vínculo empregatício formal não serão impedidos de estudar. "As escolas estão preparadas para fazer essa orientação", diz.
Atualmente o NRE está contabilizando o número de alunos que cursam o EJA e que precisarão de vagas para o próximo ano. De acordo com Lúcia, deverá inclusive haver aumento no número de escolas que ofertam o ensino para jovens e adultos, de acordo com os dados coletados em um cadastro realizado em setembro. Na época, estavam matriculados cerca de 5 mil alunos, em dez escolas.
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que dados de novembro apontam que 380 escolas ofertam o EJA no Estado, com 115.066 matrículas em 3.763 turmas em todo o Paraná. A reportagem procurou a Seed para repercutir as reclamações do Fórum e o pedido de revogação da instrução, mas, segundo a assessoria de imprensa, os profissionais estão em férias.(E.G.)

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