Instituto Federal de Londrina investe em pesquisas em meio a pandemia
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de abril de 2020
Camila de Fatima Rosa 
Instituto Federal de Londrina investe em pesquisas em meio a pandemia
Camila Rosa
Estagiária
Em meio ao contexto atual em que o País se encontra, por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus, o IFPR (Instituto Federal do Paraná) - campus Londrina investe em pesquisas para melhoria do ensino e em ações que contribuem com a comunidade para enfrentamento da doença.
Com apoio da instituição e por meio de um edital interno de auxílio às pesquisas para enfrentamento do coronavirus, a professora de saúde bucal Berenice Tomoko Tatibana, que já havia começado o projeto de impressão de máscaras de proteção, recebeu uma impressora, e assim junto aos voluntários pôde ampliar a produção dos equipamentos de proteção individual, que serão destinadas a profissionais de saúde.
“A produção é feita de forma colaborativa e voluntária, com impressora 3D, professores, e colaboradores em diversas áreas. Tem por finalidade ampliar o campo de proteção em procedimentos que possam gerar gotículas na face do profissional de saúde, devendo ser mantido o uso das máscaras e outros EPIs (equipamentos de proteção individual) recomendados para procedimentos específicos”, enfatiza Tatibana.
Outra iniciativa, dos professores do curso de massoterapia, foi a criação de um canal on-line para a prática da atividade. O Canal Massoterapia em Ação faz parte do curso de extensão, e foi desenvolvido pelo Curso Técnico em Massoterapia. A professora Roberta Ramos Pinto avalia que a iniciativa é uma forma de estimular as atividades acadêmicas nesse período. “As atividades não são obrigatórias, mas nós estamos disponíveis para corrigir e tirar dúvidas, e também para corrigir os TCCs [Trabalhos de Conclusão de Curso] dos alunos do último ano”, comenta.
Fernanda Gomes, aluna do Curso Técnico de Massoterapia, comentou sobre a impossibilidade dos atendimentos à comunidade externa, pois o curso exige muitas horas de práticas. “Tivemos que desmarcar os atendimentos, foi muito triste. Mas o Instituto Federal nos proporcionou reuniões com professores on-line, sem contar como horas, pois nem todos teriam essa possibilidade, somos muito bem assistidos na instituição”, ressalta Gomes.
A professora coordenadora do curso técnico em massoterapia do IFPR Londrina, Juliana Gomes Fernandes, que também coordena o projeto Massoterapia em Ação, enfatiza que o projeto formalizou algumas ações que o curso já fazia, atendimentos em eventos com realização de massagens. “Nesse período da quarentena nós ficamos impossibilitados de realizar esses atendimentos de massagem, então surgiu a ideia de criarmos um canal, com atividades relacionadas à massoterapia, para proporcionar momentos de bem-estar”, esclarece Fernandes.
Outros projetos estão andamento, como o de produção de álcool gel, para produção em massa, e que vai permitir a distribuição para as unidades de saúde e, se possível, para comunidades carentes.
Outro são as pesquisas para o diagnóstico de coronavírus, nas quais grupos de pesquisadores junto a instituições como UEL (Universidade Estadual de Londrina), USP (Universidade de São Paulo) e Unopar (Universidade Norte do Estado do Paraná), buscam alternativas de como contribuir para o diagnóstico precoce do coronavírius. Ambos já estão em andamento, mas esperam a liberação de recursos da reitoria, que possibilitam maiores oportunidades nas pesquisas e melhores condições de resultados.
De acordo com o diretor do IFPR em Londrina, Marcelo Poleti, a instituição decidiu que manter o vínculo com os estudantes por meio de ações pontuais seria a forma mais justa de enfrentar o período de pandemia. “Entendemos que não tínhamos condições de proporcionar uma fermenta a distância, já que a condição de muitos dos estudantes não permitia”, ressalta.
Supevisão:
Fernando Rocha Faro - Editor de Geral


