Brasília, 05 (AE) - Os cegos e deficientes visuais brasileiros passam a contar com informações em braile sobre prevenção de aids e doenças sexualmente transmissíveis. O Instituto Benjamin Constant, do Rio de Janeiro, terminou a edição da primeira cartilha de esclarecimento sobre a doença e deverá publicá-la em revistas trimestrais para jovens e adultos com problemas de visão, informou hoje o Ministério da Saúde.
A Organização Mundial de Saúde estima que existam 700 mil cegos no Brasil. A "Revista Brasileira" e a "Pontinhos", ambas feitas pelo Instituto Benjamin Constant, são enviadas por mala direta a quase quatro mil deficientes visuais. Em geral, as mensagens preventivas sobre aids usam muito o recurso visual, o que até agora vinha dificultando o acesso de pessoas cegas a esclarecimentos sobre a doença.
O Ministério da Saúde apoiou a iniciativa repassando ao instituto material educativo sobre aids e família. A Coordenação de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do ministério colaborou com um folder contendo as informações básicas sobre a doença, o que é a aids, como ela é ou não transmitida e dicas importantes para evitar a contaminação, como o uso do preservativo durante as relações sexuais. O folheto fala ainda da necessidade de cada família conscientizar-se e discutir o assunto.

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