Rio, 25 (AE) - O Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) envia amanhã (26) à delegada Marta Cavaliere, da Delegacia de Homicídios do Rio, laudo sobre o exame de materiais usados no Hospital Salgado Filho, em que trabalhava o auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães, assassino confesso de cinco pacientes. "O Instituto Noel Nutels forneceu um relatório químico; nosso laudo vai responder às questões formuladas pela autoridade policial", afirmou o diretor do ICCE, Sérgio da Costa Henriques.
Segundo o laudo do Noel Nutels, enviado ontem (24) ao ICCE, havia resíduo de cloreto de potássio numa amostra de soro que foi ministrado ao paciente Matias Gomes. Os técnicos também constataram que havia uma perfuração de agulha na borracha que faz a ligação do frasco de soro com a veia do paciente. O cloreto de potássio, cuja indicação não constava no prontuário de Gomes, teria sido injetado por esse orifício. O paciente morreu em no dia 7, quando Guimarães foi preso.
O auxiliar de enfermagem é suspeito de provocar, desde janeiro, a morte de mais de cem pacientes internados na Unidade de Pacientes Traumáticos (UPT) do Salgado Filho, no Méier, zona norte do Rio. Quando foi preso, Guimarães disse que aplicava injeções letais de cloreto de potássio ou retirava a máscara de oxigênio dos pacientes por "caridade" para "amenizar a angústia das famílias". A polícia investiga um suposto esquema, financiado pelas funerárias, para captação de corpos no hospital.

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