Brasília, DF- O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) ampliou o atendimento por telefone para evitar maiores transtornos devido à greve dos funcionários, que já dura nove dias e atinge mais fortemente as grandes cidades. A paralisação, segundo informou o presidente do órgão, Samir Hatem, não é total. Das 1.189 agências do INSS, 751 estão com atendimento normal, diz.
O presidente do INSS explicou que vários serviços podem ser solicitados sem ir à agência, como por exemplo a marcação de perícias médicas, que representam 16% da demanda por atendimento nos postos.
Outros 25% dos clientes que ficam nas filas nas agências estão em busca de informação, o que pode ser conseguido com um telefonema. ''Ajustamos o Previfone (0800-780191) para atender 250 mil ligações por dia, enquanto a média de atendimento, por deficiência do sistema vinha sendo de 55 mil ligações'', disse.
Devido ao funcionamento que também é parcial, Hatem disse que ainda não tem como medir o número de processos com pedidos de aposentadoria que não foram concluídos por causa da greve. Também não há como ser preciso com relação ao número de pessoas que não foram atendidas nos postos que estão fechados.
O presidente do INSS acredita que bastarão poucos dias com horas-extras para compensar o tempo parado para colocar a casa em ordem desde que o movimento não dure muito tempo. ''As lideranças dos servidores foram precipitadas'', queixou-se Hatem. O presidente do INSS foi cauteloso ao falar sobre o corte dos dias parados. ''Estamos aguardando orientação do Ministério do Planejamento'', disse, embora a diretoria colegiada já tenha feito chegar aos servidores a informação de que está sendo aplicado, desde o dia 2, o código 95 na folha de pontos de quem está faltando ao serviço. É esse código que permite o corte dos dias parados. O Ministério do Planejamento informa que já determinou o corte do ponto, em cumprimento à legislação vigente.

mockup