Instituições mobilizadas por cursos de Medicina
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sexta-feira, 05 de setembro de 2014
Diego Prazeres<br>Reportagem Local 
Londrina - Enquanto o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) repudia a possível instalação de novos cursos de Medicina no Estado, instituições privadas de ensino superior de Campo Mourão, Guarapuava, Pato Branco e Umuarama se mobilizam para que possam ofertar o curso. Esses quatro municípios estão entre os 39 selecionados pelo Ministério da Educação (MEC) como aptos a implantar a faculdade de Medicina em instituições privadas no País.
Ao anunciar os municípios selecionados, nesta semana, o ministro da Educação, Henrique Paim, disse que o governo está induzindo a criação dos cursos de Medicina ante a demanda das instituições de ensino pela abertura de vagas. Ele acrescentou que o MEC estabeleceu "vários critérios" para a seleção dos municípios. "Estamos assegurando que serão cursos de qualidade, com o apoio do poder público municipal", afirmou Paim.
A medida é criticada por entidades da classe médica, que temem a proliferação de cursos de baixa qualidade em cidades de menor porte. O presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), Maurício Marcondes Ribas, diz que o plano "é uma piada". "Os cursos de Medicina precisam de grandes investimentos para ter equipamentos compatíveis com a formação de médicos, docentes qualificados e com dedicação integral para preparar com um mínimo de qualidade um profissional durante seis anos, oferecer ensino de saúde básica, de hospital, com supervisão adequada, enfim, é uma série de requisitos. Onde vão contratar? Quem vai se dispor a ir até essas cidades? O médico gosta de trabalhar onde há estrutura", pontuou Ribas, para quem o número de 14 cursos de Medicina ofertados por instituições públicas e privadas no Paraná "é muita coisa".
A diretora acadêmica da Faculdade de Pato Branco (Fadep), Ornella Bertuol, rebateu os argumentos do presidente do CRM-PR. A instituição, que já oferece cursos da área de saúde, se prepara para apresentar ao MEC a proposta de abertura do curso de Medicina. "O tamanho de uma cidade não é condição determinante para a qualidade de um curso. É preciso ter estrutura na área de saúde e docentes com qualidade para atender bem os alunos. Se uma instituição preencher esses requisitos, acreditamos que tem condições de receber o curso", observou. Além da Fadep, as demais instituições de ensino superior do Paraná que vão pleitear a instalação são a Faculdade Integrado, Unicampo (ambas de Campo Mourão), Unipar (Umuarama), Faculdade Guairacá e Campo Real (ambas de Guarapuava). Elas aguardam a publicação do edital com as exigências para a autorização da instalação. Segundo o MEC, está prevista para a próxima semana uma chamada pública de apresentação de propostas pelas instituições.
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