Servidores federais do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) do Paraná voltam ao trabalho na segunda-feira ainda sob estado de greve. O fim da paralisação só ocorrerá com a assinatura do acordo entre a Federação Nacional dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social (Fenasps) e o governo federal. A decisão foi tomada ontem à tarde durante uma plenária estadual em Londrina.
Segundo Lincoln Ramos e Silva, do comando estadual de greve, a categoria acatou a proposta do governo com ressalvas. Os servidores exigem que o acordo defina o prazo para implementação da proposta e recusam a idéia de manter as agências abertas por 12 horas. ''A maioria das atuais reivindicações já estavam garantidas desde o ano passado, mas até hoje não foram cumpridas. Desta vez, fazemos questão de um cronograma detalhado para evitar o mesmo erro'', afirmou.
De acordo com o sindicalista, as exigências são comuns a todos os Estados e deverão ser aprovadas pela plenária nacional que acontece amanhã, em Brasília, a partir das 9 horas. Se o governo concordar com as alterações, o termo de acordo deverá ser assinado na próxima semana. ''Caso contrário, paramos novamente'', garantiu.
A proposta oficial é reajustar o salário dos servidores em 11%, aumentar em torno de 20% a Gratificação de Desempenho por Atividade Técnico Administrativa (GDATA) e criar um Plano de Carreira, entre outros itens. Embora o índice de reposição oferecido esteja bem abaixo do reivindicado (75,48% referente aos últimos seis anos), Silva acredita que é possível negociar.
Enquanto discute-se o acordo, as agências funcionarão no horário antigo. Em Londrina, elas atenderão o público das 8 horas às 14 horas. A sugestão dos servidores é que cada agência defina um esquema próprio para encaminhar os processos acumulados durante os 106 dias de paralisação. A estimativa é que no Paraná 450 mil pedidos de benefício deixaram de ser feitos. ''Nossa intenção é resolver esse problema o mais rápido possível. O que não podemos aceitar é que as agências fiquem abertas por 12 horas porque isso levaria os funcionários à estafa'', disse Silva.
Caso haja pressão de horário sobre os servidores, a ordem é seguir as determinações do sindicato que, nessa hipótese, acrescentarão entre as ressalvas a proibição de retaliação à categoria.

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