INSS tem filas na volta de atividades
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sexta-feira, 20 de julho de 2001
Erika Wandembruck De Curitiba 
Fila, confusão e lentidão no atendimento marcaram o primeiro dia de trabalho no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) depois da paralisação nacional de 72 horas feita pelos funcionários. Para serem atendidas, ontem pela manhã, no INSS da Rua João Negrão com XV de Novembro, em Curitiba, as pessoas tiveram que esperar, em média, uma hora e meia. O número de atendimentos ontem, segundo os funcionários, foi 15% maior.
A funcionária pública Neide Padovani, de 67 anos, disse que a paralisação dos servidores atrasou a entrega do requerimento dela referente ao tempo de contribuição ao INSS. Vai demorar ainda mais para sair a minha aposentadoria. Vim aqui quarta e quinta-feira e não fui atendida. Hoje (ontem) cheguei antes das 8 horas e já tinha mais de 30 pessoas na fila, contou.
A supervisora de benefícios do instituto, Maria de Castro, informou que são atendidas cerca de 200 pessoas por dia no órgão em que trabalha. Hoje passarão por aqui mais de 300, estimou. Ela disse que a adesão à greve foi de 90% dos funcionários do Estado. Cerca de 7,5 mil pessoas deixaram de ser atendidas 5,4 mil em Curitiba durante os três dias de paralisação. O movimento atingiu oito dos 40 postos do INSS no Paraná. Seis de Curitiba, dois de Londrina, um em Foz de Iguaçu e um em Cascavel.
O secretário de organização do Sindicato dos Servidores da Previdência e Saúde (Sindiprevs), Hélio de Jesus, está em Brasília, onde acontecerão plenárias nacionais para avaliar os desdobramentos da paralisação e definir como os servidores se comportarão este final de semana. Não está descartada a possibilidade de paralisação total dos servidores públicos federais a partir do segundo semestre, afirmou. Tudo depende, completou, de como o governo vai acenar diante das reivindicações que serão apresentadas segunda-feira durante audiência no Ministério da Previdência.
Além da manutenção da gratificação, os trabalhadores pedem reajuste salarial de 75,43%. Também pedem a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, que elevaria os salários em 47,11%.


