INSS sob ameaça de greve em agosto
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
Cláudia Palaci<br>Equipe da Folha 
Curitiba- As agências do Paraná do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atendem normalmente hoje, mas ontem as seis agências de Curitiba ficaram fechadas como parte da paralisação nacional de 24 horas organizada pela Federação Nacional dos Servidores da Previdência (Fenasp). Somente a agenda de perícias médicas foi cumprida.
Os servidores distribuíram carta aberta à população explicando que os motivos da mobilização são ajustes no plano de carreira e salários e melhores condições de trabalho, como aumento no número de servidores e turno de 12 horas em dois períodos.
No dia 12 julho, os servidores fazem uma plenária nacional em Brasília para decidir se haverá greve geral por tempo indeterminado a partir de 5 de agosto, caso o governo federal não evolua nas negociações, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Estado do Paraná (Sindprevs).
Os municípios de Cascavel, Foz do Iguaçu e Guarapuava também suspenderam as atividades. As agências da Região Metropolitana de Curitiba funcionaram normalmente. Serviços como de agendamento de novas perícias, consulta de benefícios, abertura de processo de aposentadoria ou auxílio-doença foram cancelados.
O Estado tem 2 mil funcionários e de acordo com a diretora do Sindeprevs, Jaqueline Gusmão, esse contingente é inferior ao necessário. No centro de Curitiba são feitos 800 atendimentos ao dia por cerca de 40 servidores. ''A fila virtual criada pelos agendamentos via telefone é enorme e tem procedimento que leva mais de dois meses para ter uma data'', denuncia.
Entre as reivindicações estão a abertura de novas agências e a reabertura das que foram fechadas, uso de novos programas de informática, instalações que garantam conforto ao funcionário e ao segurado e realização de concursos para a contratação de servidores: 15 mil era o número estimado por um levantamento realizado em 2006 pelos gerentes executivos do INSS por recomendação do Ministério Público Federal, o que, hoje, é bem maior, por motivo de aposentadorias falecimentos e demissões.
Segundo o diretor do Sindicato dos Previdenciários no Rio e membro da mesa de negociação da Fenasp, Rolando Medeiros, a proposta apresentada pelo governo já foi recusada pelos trabalhadores. O governo propõe reajustar uma gratificação que já existe durante os próximos quatro anos, mas desde que os servidores aceitem trabalhar 40 horas semanais, em vez de 30, como ocorre atualmente.(Com Agência Brasil)


