Mais de 230 mil pessoas deixaram de ser atendidas em todo o Estado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por causa da greve dos 840 servidores de 35 agências do Paraná. O instituto deixou de conceder 30 mil benefícios, dentre aposentadorias, pensões, salário-maternidade e auxílio-doença.
Somente nas seis agências de Curitiba, 92 mil pessoas não receberam atendimento desde o dia 8 de agosto, quando a greve começou. Em Londrina, nas duas agências da cidade, 32 mil segurados não puderam requerer os benefícios. Apenas cinco agências, em todo o Paraná, não aderiram à greve, que continua por tempo indeterminado. Dos 1.650 servidores do INSS do Estado, os 810 que continuam trabalhando fazem serviços administrativos.
Em Curitiba, estão sendo realizadas perícias médicas já agendadas e pago o auxílio-doença. Entretanto, os segurados que estão com os salários bloqueados pelo INSS via banco, devem se dirigir a uma das agências da Capital para que o dinheiro seja liberado. Já os que recebem por procuração que estiverem com o documento vencido podem renová-lo na agência onde se cadastraram.
Apesar da greve, a assistente comercial, Daiane de Araújo, de 19 anos, grávida de nove meses, conseguiu ontem dar entrada no processo para receber o auxílio-maternidade na agência da Avenida Visconde de Guarapuava, em Curitiba. ''Estava preocupada, faltam duas semanas para o meu bebê nascer e eu achava que não iria receber o benefício por causa da greve'', disse. Ela ganha R$ 250,00 por mês e vai utilizar o dinheiro para terminar de comprar o enxoval da criança.
Pela Internet As mulheres que precisam fazer o requerimento para receber o salário-maternidade devem acessar o site: www.previdenciasocial.com.br. e preencher formulário para receber o benefício. Quem tem direito a pensão por morte também pode recorrer ao site, mas só em casos em que o morto já era pensionista ou aposentado pelo INSS.

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