Os segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) devem enfrentar filas hoje no primeiro dia de atendimento depois da paralisação nacional de 72 horas dos servidores do órgão. A paralisação, que terminou ontem, atingiu oito dos 40 postos do INSS no Paraná.
De acordo com a superintendência do INSS no Estado, cerca de 7,5 mil pessoas deixaram de ser atendidas durante os três dias. Foram atendidos apenas quem passou por perícia médica e mulheres grávidas. Para evitar as filas, o instituto orienta os segurados que não têm urgência no atendimento para que procurem as agências somente na semana que vem.
A paralisação atingiu seis postos do INSS em Curitiba, dois em Londrina, um em Foz do Iguaçu e um em Cascavel, que aderiu à paralisação ontem, com a participação de cerca de 90% dos funcionários, segundo os sindicalistas. A superintendência do instituto calcula que aproximadamente 200 funcionários aderiram ao movimento em todo o Estado. A organização do movimento não divulgou números, mas avaliou que a adesão foi maior do que a expectativa inicial.
O secretário de organização do Sindicato dos Servidores da Previdência e Saúde (Sindiprevs), Hélio de Jesus, disse que o movimento será analisado em plenárias nacionais no final de semana em Brasília. Mas ele considera que a categoria conseguiu avanços. ‘‘O governo está sinalizando com a manutenção da Gratificação de Atividade Executadas e com algumas outras reivindicações do movimento.’’
Além da manutenção da gratificação, os trabalhadores pedem reajuste salarial, o que não ocorre há sete anos – a defasagem é calculada em 75,43%. Eles também pedem a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, que elevaria os salários em 47,11%.
Uma nova audiência com o Ministério da Previdência está marcada para segunda-feira. ‘‘Uma nova paralisação não está descartada. Depende do resultado dessa audiência’’, afirma Hélio de Jesus. (Colaborou Gilmar Agassi, de Cascavel)

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