Betânia Rodrigues
De Londrina
Especial para a Folha
O posto do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) do Jardim Shangri-lá, na região central de Londrina, fecha suas portas no próximo dia 24 para reformas. A partir do dia 26, todos os serviços prestados por ele serão oferecidos na agência central do INSS, localizado na Rua Professor João Cândido.
Segundo a chefe do posto, Cintia Cristina Jorge Iwanco, a reforma faz parte do Programa de Melhoria no Atendimento (PMA), lançado há dois anos pelo INSS para agilizar o trabalho nas agências de grande porte. ‘‘Haverá mudanças no ‘lay out’ interno do prédio e a instalação de máquinas de auto-atendimento semelhantes aos caixas eletrônicos bancários.’’
No Paraná, a agência do Pinheirinho, em Curitiba, é a primeira a integrar o Programa. De acordo com o chefe administrativo do INSS em Londrina, José Roberto Pretel dos Santos, este semestre mais três agências serão remodeladas na capital, uma em Francisco Beltrão, outra em Maringá e Cascavel. A previsão inicial é que a obra no prédio do Jardim Shangri-lá, em Londrina, dure 90 dias.
A transferência de sua estrutura para a agência central vai manter as duas unidades fechadas nos dias 24 e 25. Até a conclusão da reforma todos os requerimentos para aposentadoria, auxílio doença, licença maternidade e outros benefícios assistenciais de Londrina e região deverão ser feitos na agência da Rua Professor João Cândido, no centro da cidade.
A agência do Jardim Shangri-lá atende, em média, 320 pessoas por dia. Com a reforma esse número deve aumentar porque ela estará habilitada também a arrecadar taxas. ‘‘As máquinas vão agilizar o atendimento, mas nem por isso os atendentes vão desaparecer. Eles permancerão para ajudar os usuários a utilizar os terminais e auxiliar aqueles que não se adaptarem a eles’’, disse Santos.
Enquanto isso não ocorre, gestantes, parturientes, acidentados, deficientes físicos e idosos passam horas na fila de espera. Ontem de manhã, a auxliar administrativa Vanusa Fernandes da Silva estava no posto Shangri-lá pela segunda vez em busca do requerimento para licença maternidade. ‘‘Na terça-feira, passei três horas aqui. Fui obrigada a desistir porque sentia muitas dores e não aguentava esperar mais. Não posso ficar muito tempo fora de casa porque tenho duas crianças, uma delas com 12 dias. Por que o INSS não cria uma fila especial para idosos e gestantes em seus postos?’’.
O deficiente físico Reinaldo Mateus Ramos também gostaria que o atendimento fosse mais rápido. Uma vez por ano ele precisa renovar a procuração que dá ao tio para receber seu benefício e é o único que pode fazer isso. A dona de casa Jaira Ferreira Maia estava ontem pela terceira vez à procura do resíduo da aposentadoria de sua mãe que morreu em dezembro do ano passado. ‘‘A minha sorte é morar na Vila Recreio (zona leste), que fica perto daqui’’.
A chefe do posto disse que isso acontece porque falta informação. Segundo ela, boa parte dos atendimentos resumem-se a solução de pequenas dúvidas ou retirada de documentos. ‘‘As pessoas não precisam chegar aqui de madrugada porque só começamos o expediente às 8 horas. Temos um sistema de senha e triagem organizado que facilita o trabalho. Todos que chegam até às 14 horas serão atendidos com certeza’’.Mas o instituto garante que as obras resultarão em melhorias no atendimento e na agilização dos serviços prestados
Dorico da SilvaSEM ATENDIMENTO ESPECIALVanusa Fernandes da Silva enfrentou fila ontem pela segunda vez para requerer sua licença maternidade

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