Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Curitiba decidiram, ontem, em assembléia, retornar ao trabalho a partir de segunda-feira, acatando o acordo firmado anteontem entre comando nacional de greve e ministro da Previdência, Roberto Brant. Uma assembléia estadual está marcada para as 13h30 de hoje, em Londrina, onde os demais funcionários deverão deliberar pelo fim do movimento (texto ao lado). No sábado, acontece em Brasília, uma plenária nacional para avaliar as decisões tomadas nos Estados.

Entre os itens do acordo está o envio de um projeto de lei para o Congresso, estruturando a carreira do servidor previdenciário. Uma comissão paritária será constituída para estudar a proposta. Também ficou acordado o pagamento de uma gratificação que, para os aposentados e pensionistas, terá valor fixo de 30%. Para os ativos, uma pontuação que varia de acordo com a formação do servidor será somada aos salários. Depois de regulamentado o plano de carreira, a gratificação dos servidores variará conforme avaliação de desempenho.

O pagamento imediato dos salários também foi um dos pontos firmados no acordo. A posição do Sindiprevs sindicato que representa a categoria , segundo Jaqueline Mendes de Gusmão, é de que caso o pagamento não seja feito até a próxima quarta-feira, a paralisação será retomada.

A expectativa da superintendente do INSS no Paraná, Elizabeth Lobo dos Santos Elpo, antes da reunião com a gerência executiva em Curitiba, era de conseguir convencer os servidores a anteciparem o retorno para que, já na segunda-feira, as agências pudessem reabrir para atendimento externo. Segundo ela, alguns ajustes operacionais internos precisam ser feitos para viabilizar o atendimento ao público.

Elizabeth dos Santos calcula que serão necessários pelo menos três meses para colocar em dia os processos que ficaram parados, mesmo que as agências trabalhem em regime de 12 horas. ''Faremos todo o esforço para que o atendimento volte à normalidade, para que não haja limite de senhas e o segurado não tenha que passar a noite na fila, o que não é necessário'', afirmou.

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