INSS consegue reaver mais de R$ 1 milhão de advogada acusada de fraudes
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domingo, 11 de abril de 1999
Por Edson Luiz 
Brasília, 12 (AE) - O governo brasileiro vai reaver, nos próximos dias, cerca de US$ 622,4 mil repassados pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), referente à venda de um apartamento em Miami, Estados Unidos, que pertencia a advogada Jorgina Maria de Freitas Fernandes, acusada de fraudar a Previdência Social. O dinheiro, cerca de R$ 1.067 milhão, já está à disposição do Tesouro Nacional, que receberá também, em 90 dias, mais R$ 128 mil que a advogada mantinha nos Estados Unidos e foi liberado para o governo brasileiro. Com a venda do imóvel, até agora, o INSS conseguiu reaver em torno de R$ 16,7 milhões.
Jorgina Fernandes é acusada de fraudar o INSS quando trabalhava na procuradoria do orgão. Junto com outros funcionários, ele era responsável pela concessão de aposentadorias em nome de beneficiários, que nunca recebiam o dinheiro. Isso, segundo o INSS, rendeu milhões à advogada. Além do dinheiro recuperado pelo governo brasileiro, a Previdência Social também já tornou indisponível, para venda, seis apartamentos que Jorgina tinha no Rio de Janeiro e outros dois em Curitiba (PR). Além disso, outros imóveis pertencentes à advogada - três casas, um lote e 13 salas comerciais - todos no Rio, três fazendas em Minas Gerais não podem ser vendidos. Até agora, são 25 os bens tornados indisponíveis pelo governo.
Após a descoberta da fraude na Previdência, em 1992, Jorgina fugiu do Brasil com destino aos Estados Unidos. Foi presa em 1997 na Costa Rica, e transferida para o Brasil, depois de um acordo diplomático entre os dois países. Atualmente, a advogada cumpre pena de 14 anos de prisão por peculato em um quartel da Polícia Militar, no Rio. Segundo a assessoria do Ministério da Previdência Social, as investigações podem localizar outros bens adquiridos por Jorgina, provavelmente comprados com dinheiro da fraude contra o INSS.


