Inspeções em aparelhos de endoscopia são anuais
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sexta-feira, 19 de agosto de 2005
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
A Vigilância Sanitária de Londrina informou que os aparelhos utilizados para endoscopia digestiva em clínicas e hospitais são inspecionados apenas uma vez por ano, na época de renovação da licença sanitária. Segundo o gerente do serviço, Marcelo Viana de Castro, os técnicos seguem um roteiro, onde várias rotinas são checadas, entre elas as relacionadas à higienização.
O médico gastroenterologista Celso Andrade C. de Oliveira, sócio de uma clínica especilizada em endoscopia, confirma, porém, que se as normas previstas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e Agência de Vigilância Sanitária não forem seguidas rigorosamente no dia-a-dia, os riscos de transmissão de doenças como hepatite B, Aids e hepatite C existem. Na edição de ontem a Folha divulgou o resultado de estudo apresentado no 1º Simpósio Pan-Americano de Vigilância Sanitária, associando os riscos de transmissão da hepatite C à prática da endoscopia.
Segundo Oliveira, os riscos de transmissão estão diretamente relacionados ao processo de higienização a que o equipamento deve ser submetido após cada exame. Ele explica que existem soluções específicas e períodos determinados para a desinfecção. Em alguns casos o equipamento deve ficar 30 minutos mergulhado em solução desinfetante, antes de ser reutilizado. Em outros, como biópsia e retiradas de tumores, o processo de esterilização leva 24 horas. ''Quem não seguir estes procedimentos, obedecendo o tempo necessário, pode estar incorrendo em riscos'', afirma.
A endoscopia é um exame para diagnosticar problemas do aparelho digestivo. Só o Consórcio Intermunicipal de Sa© úde do Médio Paranapanema (Cismepar) oferta 599 endoscopias por mês aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de Londrina e outros 20 municípios da região.
Lidocaína- As regionais de Saúde de Apucarana e Umuarama, onde a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) identificou clientes da Medcminas, descartaram a possibilidade de que clínicas das regiões tenham feito compras recentes da empresa mineira. A preocupação era de que a lidocaína, produzida pela Medcminas e que provocou mortes na Bahia, na semana passada, tivesse chegado ao Paraná. O medicamento é usado em endoscopia digestiva.(Colaborou Andréa Lombardo)


