Inspeção da ANTT também apontou vários defeitos
Curitiba- Em outubro de 2002, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou um relatório de inspeção da malha ferroviária do Paraná. Entre as principais falhas assinaladas estavam: defeitos geométricos (o texto aponta que as curvas dos trilhos estavam em condições geométricas irregulares acarretando uma situação desfavorável para o rolamento de trens, acentuando o risco de descarrilamentos), trilhos com defeitos (desgaste dos trilhos, lascamentos, vida útil comprometida), fixação de trilhos necessitando de serviços de reaperto, juntas de trilhos quebradas ou bambas (com falta de parafusos de fixação), os dormentes de madeira não eram tratados para suportar a passagem dos trens, existência de água empossada nas plataformas, falta de valetas de proteção e dormentes em estado inicial de apodrecimento.
A ANTT apontou que a situação do trecho ferroviário entre Morretes (litoral paranaense) e Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) era extremamente grave pelas ''más condições da via permanente, com nivelamento deficiente, fixação solta e amassada, plataformas alagadas, canaletas obstruídas e bueiros assoreados que impõem sérios riscos em diversos subtrechos para o transporte de cargas perigosas, em especial ao transporte turístico regular de passageiros de turismo''. As condições de segurança nestes trechos, segundo o relatório da ANTT, estariam abaixo dos padrões mínimos de segurança, ''colocando em iminente perigo vidas humanas e o meio ambiente''.
A agência verificou ainda a necessidade de substituição de dormentes inservíveis, revisão e recuperação de juntas defeituosas, troca de trilhos danificados e revisão da fixação dos trilhos. Pedro Almeida, diretor da ALL, garantiu que todas as exigências da auditoria da ANTT foram cumpridas ainda em 2003.(L.P.)





