Rio - Um inseticida natural, que atua sem causar qualquer tipo de efeito tóxico aos seres vivos, é a mais nova alternativa para eliminar o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. A descoberta, feita por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é fundamental para o combate à doença, que não tem vacina, e, pode levar à morte. Dados preliminares do Ministério da Saúde revelam que, no ano passado, foram registrados no País 64 óbitos e mais de 295 mil casos da doença.
O produto, que já tem patente e vai agora ser testado em campo, foi desenvolvido exclusivamente a partir moléculas lipídicas produzidas pelas plantas durante seu metabolismo, chamadas lignanas. Neste caso, foram utilizadas as secretadas pela Piper Solmsianum, espécie nativa da Mata Atlântica. Juntos, a bióloga Marise Maleck e o entomologista Anthony Érico detectaram que o extrato vegetal da planta, quando em contato com as larvas do mosquito, consegue eliminá-las completamente.
''A eficácia é de 100%. Além disso, há a vantagem de não causar nenhuma ação negativa ao meio ambiente, ao homem e aos demais seres vivos. Isso quer dizer que o biocida pode ser aplicado, sem restrições, em qualquer tipo de reservatório'', ressalta Érico.

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