Inquéritos vão apurar invasão no 2ºDP
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segunda-feira, 05 de março de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A Delegacia de Homicídios abriu inquérito para apurar a morte de Elvis Judson do Nascimento Teixeira, de 22 anos, que foi baleado por um policial ao tentar invadir o 2º Distrito Policial (DP) na tarde de domingo.
Teixeira tentaria resgatar detentos da carceragem. Na ação, ele tinha companhia de três comparsas. O grupo entrou no prédio depois que o policial militar de plantão abriu o portão lateral do distrito para receber um remédio. O pacote era endereçado a um preso.
Segundo o inquérito, o soldado chegou a ser rendido e entrou em luta corporal com o bandido. Ele conseguiu retirar a arma do marginal e efetuou vários disparos. Dois tiros acertaram o peito de Teixeira, que teve morte instantânea. Um outro bandido também foi baleado, mas conseguiu fugir. Duas pistolas foram apreendidas (9 milímetros e .40), mas não foram periciadas pela Criminalística. Nem as cápsulas estavam no chão quando o perito compareceu ao local da morte.
O inquérito tenta apurar a razão pela qual o policial abriu o portão do 2º DP por ser um final de semana, período em que é proibida entrega de qualquer produto ou material para detentos (as visitas são às terça-feiras e as entregas, às quintas-feiras). Outra dúvida levantada pelo delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial, Manuel Pelisson, é por que não foi solicitado atendimento do Samu se algum detento estivesse passando mal. ''Se for constatada irregularidade (o policial) pode sofrer sanção criminal'', explicou Pelisson. Paralelamente, o 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) abriu um inquérito policial militar para apurar o fato. A investigação deve durar 40 dias.
O ocorrido criou um mal-estar entre os dois órgãos de segurança. Para o relações públicas do 5º BPM, capitão Sidinei Garcia, a atitude do policial foi de destreza. ''O dever de fazer guarda em distrito é da Polícia Civil, inclusive conforme estatuto. Nós estamos ali complementarmente para dar apoio.''
A Promotoria de Saúde Pública realizou ontem uma reunião com outros órgãos na tentativa de melhorar as questões sanitárias no 2º DP. Foi tornado público, semana passada, que mais de 50% dos presos têm doenças de pele. A maioria dos problemas ocorre pela superlotação - o local abriga 345 homens, mas tem 122 vagas.
A promotoria pediu inspeção da Vigilância Sanitária. A Defensoria Pública faria levantamento da quantidade de presos, suas penas ou condenações. A intenção é encaminhar relatório ainda esta semana com pedido de providências à Vara de Execuções Penais.


