Inquéritos sobre atentados em torres estão sob segredo de Justiça
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quinta-feira, 11 de março de 1999
Por Evandro Fadel 
Curitiba, 12 (AE) - A superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, informou hoje que os inquéritos que apuram a autoria dos atentados à bomba contra torres de transmissão de energia elétrica de Furnas Centrais Elétricas, ocorridos em setembro, estão sob segredo de Justiça. O prazo inicial de 30 dias já foi prorrogado e nenhuma pista ou conclusão foi divulgada pela polícia.
Uma das bombas explodiu na madrugada do dia 13, derrubando uma torre de 40 metros e 15 toneladas, no município de Nova Tebas, na região central do Paraná. No dia seguinte, peritos e agentes da Polícia Federal conseguiram desativar uma segunda bomba, que estava enterrada na base da torre de outra linha de transmissão de energia de Furnas Centrais Elétricas, a cerca de 50 metros da que tinha explodido.
O inquérito para apurar as responsabilidades foi instaurado no dia 16 pelo superintendente da PF, Luiz Glicério Ferrari. Na época, ele negou-se a dar qualquer informação sobre as investigações, determinação que continua até agora. Os estilhaços da bomba que explodiu e o material da que foi desativada foram recolhidos pela polícia para análise.
No mesmo dia, uma nova bomba foi encontrada e desativada na base de outra torre de Furnas, no município de Pitanga, também região central do Paraná. Essa nova descoberta levou o governo a determinar uma inspeção em todas as 7.447 torres de transmissão entre a Usina de Itaipu e São Paulo. Nada mais foi encontrado.


