Inquérito sobre banco de ossos vai para outras comarcas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - O Ministério Público encaminhou para outras comarcas cópias do inquérito sobre o banco de ossos clandestino que operava em Londrina. O "negócio" foi fechado em 3 de setembro pelo Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa).
Dez suspeitos serão investigados em sete comarcas. O objetivo é apurar a participação de cada um no esquema de comercialização do material clandestino. O material será encaminhado para Belo Horizonte (MG), Marília (SP), Jaciara (MT), Caxias do Sul (RS), Xanxerê (SC), São Caetano do Sul (SP) e São Paulo (SP).
No dia 4, o promotor de Defesa da Saúde Pública, Paulo Tavares, ofereceu denúncia contra três suspeitos de participação no esquema em Londrina. Ele descartou, no entanto, investigação contra clínicas da cidade, uma vez que não há provas de que alguma delas tenha participado no esquema.
Os irmãos Kléber e Carlo Keith Barroso Cavalca são acusados de operar o banco de ossos clandestino sem autorização legal, comercializando e armazenando inadequadamente ossos humanos para encaminhá-los a clínicas odontológicas de várias cidades do Brasil.
"Não é porque eu não tenho o nome dos fornecedores ou dos receptores que eles não respondam pelo crime. Uma comparação que pode ser feita é a prisão por tráfico de drogas, quando não há a identificação dos fornecedores na maioria dos casos", explicou Tavares.
O terceiro envolvido, Marcelo Alessandro Rodrigues, também foi denunciado. "Não existe prova nenhuma contra mim. Eu não tenho nada a ver com esse banco de ossos clandestino", defendeu-se.
O advogado dos irmãos Cavalca, Omar Baddauy, disse que não iria se pronunciar até ser notificado oficialmente. "Preciso ver qual o teor da denúncia para poder saber o que o promotor escreveu", argumentou.


