Inquérito apura se soldados cometeram excessos em confronto
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quinta-feira, 08 de setembro de 2011
Tiago Rogero <br> Agência Estado 
Rio - O Ministério Público Militar (MPM) acompanha o inquérito policial militar instaurado para apurar se houve excessos por parte dos soldados envolvidos no confronto de domingo à noite com moradores do Complexo do Alemão. Ontem, o Exército comunicou o afastamento de quatro militares. Também nesta quinta-feira uma procuradora e três promotores do MPM se reuniram com o comando militar do Leste, na sede da Força de Pacificação, no Alemão.
''Estamos muito atentos a qualquer tipo de conduta abusiva que exceda o estrito cumprimento do dever dessa tropa, que está aqui por requisição, não porque quer'', disse a procuradora de Justiça Militar, Hevelize Jourdan. ''Tivemos um contato com a comunidade, vimos que estão satisfeitos com o trabalho do Exército, mas é óbvio que qualquer desvio ou conduta excessiva será devidamente e exaustivamente apurado'', afirmou.
Segundo o promotor Antônio Facuri, neste momento não é possível afirmar se houve ou não excesso por parte dos soldados. Já o promotor Luciano Gorrilhas entendeu os conflitos desta semana como uma ''ação orquestrada pelo tráfico''.
''Foi uma orquestração para diminuir a autoridade do Exército para que o tráfico pudesse reassumir a comunidade. Hoje (ontem) tivemos a informação de que eles (traficantes) utilizam crianças e mochilas de moradores, até idosos, para transportar a droga. Esses moradores estariam sendo obrigados a fazer isso'', disse Gorrilhas.
O comandante militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, esteve na Força de Pacificação e afirmou que as imagens do confronto de domingo estão sendo analisadas. ''Olhamos todos os vídeos para ver o que pode ser melhorado'', disse. Ele afirmou que o tráfico não tem poder para retomar o Alemão.


