São Paulo, 01 (AE) - A vitória na Câmara Municipal de São Paulo não significa o fim dos problemas do vereador José Izar (PFL). Nesta semana o delegado Romeu Tuma Júnior vai concluir o inquérito policial que investiga a suposta participação do vereador e de seu irmão, Willians Izar, em irregularidades na Administração Regional da Lapa. Há dois meses
o vereador foi indiciado por peculato, formação de quadrilha, concussão e prevaricação.
"Foi uma vergonha, pois há provas materiais de que Izar cometeu os crimes que justificaram o seu indiciamento", disse o delegado Tuma Júnior, momentos depois de saber o resultado da votação da cassação do mandato do parlamentar. Ele cita, por exemplo, o depoimento do empresário Rafael Barcha, dono de uma serigrafia na Lapa. A polícia e a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais apuraram que Barcha só conseguiu o alvará de funcionamento de seu estabelecimento após fazer uma doação para a campanha de Willians, candidato derrotado a deputado estadual nas eleições do ano passado.
No dia 18 de junho Willians também prestou depoimento e foi indiciado por concussão, peculato e formação de quadrilha. "Há notas fiscais apreendidas de material de campanha retirado por funcionários da regional", disse Tuma Júnior. Após ser concluído, o inquérito será enviado para o Ministério Público Estadual. Em seguida, os promotores devem oferecer denúncia para abertura de processo na Justiça.

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